
Ontem se deu democraticamente e inteiramente sob legalidade a eleição para presidente do Conselho de Atenção à Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo.
Porém, há certos grupos que não aceitam que sua hegemonia - se é que ela um dia existiu - esteja esgotada.
Em momento nenhum desde que tornou pública sua candidatura o militante Lula Ramires foi desqualificado, em momento nenhum deixou-se de reconhecer nele uma pessoa com biografia à altura do cargo que pretendia. Mas Irina não recebeu o mesmo tratamento.
Desde antes do processo já se criava o clima de que em caso de vitória ela seria desqualificada. Mas a bem da verdade, vamos a fatos:
1- Irina é representante do governo no conselho?
FALSO. Irina é representante da sociedade civil eleita em reunião do Fórum Paulista. Sua posição como coordenadora do Centro de Referência da Diversidade também é da sociedade civil, já que o mesmo é gerido pelo Grupo Pela Vida. Se isso fizesse de Irina representante do governo, então também o seria qualquer militante que receba pagamento de ONGs com convênios com qualquer governo.
2- O governo deu a vitória a Irina?FALSO. Irina venceu entre os votos da sociedade civil por 6 a 4.
3- O governo operou a favor de Irina?
FALSO. A postura republicana da CADS foi de distanciamento do processo. Se algum militante fez campanha a favor de Irina, tem o legítimo direito de faze-lo, mas a máquina da prefeitura em momento algum foi acionada para operar a favor de nenhum candidato e nem mesmo contra o outro.
4- Irina é "demo-tucana" ?
FALSO. Irina inclusive assinou no ano passado manifesto em apoio à candidatura de Marta Suplicy, oponente do atual prefeito Gilberto Kassab nas eleições.
Posto isso, é urgente que as pessoas aprendam a perder com dignidade e parem com essa postura de agir como se a derrota só fosse possível se uma grande conspiração "demo-tucana" (como dizem) agisse em favor dos "inimigos". É hora de entender que a militância LGBT não é homogênea e não está integralmente alinhada com um mesmo grupo o tempo todo.
Levantar nesse caso a suspeita de uma conspiração de conotação partidária e de uma suposta subjugação da sociedade civil é um imenso desrespeito à biografia de Irina Bacci, uma militante qualificada, séria e comprometida, que teve apoio de pessoas como Marisa Fernandes, uma referência na história do movimento LGBT brasileiro.
Os representantes da sociedade civil elegeram Irina Bacci e cada um deles foi eleito pelo Fórum Paulista LGBT em reunião aberta onde qualquer um podia ser candidato pelo seu segmento. Questionar a legitimidade desses representantes - tanto titulares quanto suplentes - é uma acusação séria e irresponsável.
Inclusive porque há titulares que sequer foram à posse, nunca apareceram em reuniões do Conselho, mas apareceram para votar. E ainda assim, seus votos não estão sendo questionados por ninguém.
Pessoas que a vida toda defenderam que não há neutralidade e que tudo é partidário, tudo é conflito, tudo é disputa, agora além de afirmarem falsamente que houve conotação partidária no processo, dizem ser ilegítimo isso! Pessoas que a vida toda defenderam visibilidade para as pessoas de identidade de gênero feminina agora criticam quem votou em Irina por ser uma mulher! É o auge da hipocrisia casuística!
É preciso saber perder. E é preciso que as pessoas respeitem suas próprias histórias para que não acabem perdendo a credibilidade.
E sinceramente não fica bem nem mesmo para Lula Ramires - militante digno que cumpriu seu papel de candidato da melhor forma possível - que defensores de sua candidatura apelem a expediente tão deplorável.
Perder com dignidade é tão importante quanto ganhar com legitimidade.
Porém, há certos grupos que não aceitam que sua hegemonia - se é que ela um dia existiu - esteja esgotada.
Em momento nenhum desde que tornou pública sua candidatura o militante Lula Ramires foi desqualificado, em momento nenhum deixou-se de reconhecer nele uma pessoa com biografia à altura do cargo que pretendia. Mas Irina não recebeu o mesmo tratamento.
Desde antes do processo já se criava o clima de que em caso de vitória ela seria desqualificada. Mas a bem da verdade, vamos a fatos:
1- Irina é representante do governo no conselho?
FALSO. Irina é representante da sociedade civil eleita em reunião do Fórum Paulista. Sua posição como coordenadora do Centro de Referência da Diversidade também é da sociedade civil, já que o mesmo é gerido pelo Grupo Pela Vida. Se isso fizesse de Irina representante do governo, então também o seria qualquer militante que receba pagamento de ONGs com convênios com qualquer governo.
2- O governo deu a vitória a Irina?FALSO. Irina venceu entre os votos da sociedade civil por 6 a 4.
3- O governo operou a favor de Irina?
FALSO. A postura republicana da CADS foi de distanciamento do processo. Se algum militante fez campanha a favor de Irina, tem o legítimo direito de faze-lo, mas a máquina da prefeitura em momento algum foi acionada para operar a favor de nenhum candidato e nem mesmo contra o outro.
4- Irina é "demo-tucana" ?
FALSO. Irina inclusive assinou no ano passado manifesto em apoio à candidatura de Marta Suplicy, oponente do atual prefeito Gilberto Kassab nas eleições.
Posto isso, é urgente que as pessoas aprendam a perder com dignidade e parem com essa postura de agir como se a derrota só fosse possível se uma grande conspiração "demo-tucana" (como dizem) agisse em favor dos "inimigos". É hora de entender que a militância LGBT não é homogênea e não está integralmente alinhada com um mesmo grupo o tempo todo.
Levantar nesse caso a suspeita de uma conspiração de conotação partidária e de uma suposta subjugação da sociedade civil é um imenso desrespeito à biografia de Irina Bacci, uma militante qualificada, séria e comprometida, que teve apoio de pessoas como Marisa Fernandes, uma referência na história do movimento LGBT brasileiro.
Os representantes da sociedade civil elegeram Irina Bacci e cada um deles foi eleito pelo Fórum Paulista LGBT em reunião aberta onde qualquer um podia ser candidato pelo seu segmento. Questionar a legitimidade desses representantes - tanto titulares quanto suplentes - é uma acusação séria e irresponsável.
Inclusive porque há titulares que sequer foram à posse, nunca apareceram em reuniões do Conselho, mas apareceram para votar. E ainda assim, seus votos não estão sendo questionados por ninguém.
Pessoas que a vida toda defenderam que não há neutralidade e que tudo é partidário, tudo é conflito, tudo é disputa, agora além de afirmarem falsamente que houve conotação partidária no processo, dizem ser ilegítimo isso! Pessoas que a vida toda defenderam visibilidade para as pessoas de identidade de gênero feminina agora criticam quem votou em Irina por ser uma mulher! É o auge da hipocrisia casuística!
É preciso saber perder. E é preciso que as pessoas respeitem suas próprias histórias para que não acabem perdendo a credibilidade.
E sinceramente não fica bem nem mesmo para Lula Ramires - militante digno que cumpriu seu papel de candidato da melhor forma possível - que defensores de sua candidatura apelem a expediente tão deplorável.
Perder com dignidade é tão importante quanto ganhar com legitimidade.
0 comentários:
Postar um comentário